OLÁ

Este é um espaço onde pretendo que a liberdade de expressão, minha e dos meus possíveis leitores, possa imperar sem restrições.


Afinal, acredito que a censura, funesta prática, tenha sido extinta da maioria dos meios de comunicação em nosso país, bem como as ameaças, restrições ou punições àqueles que exercitam este direito lícito e garantido por lei.

Portanto, sinto-me à vontade para aqui abordar qualquer assunto, com seriedade, mas sem perder o humor, convidando os frequentadores a fazerem o mesmo.

As opiniões e sugestões dos seguidores e visitantes sobre os temas publicados são desejadas e encorajadas, sobretudo se manifestadas de maneira clara e respeitosa.

Como dito no post "No Embalo do Momento", esta praia é da poesia, do conto, das crônicas, das imagens, dos textos opinativos, da realidade, da ficção, dos sentimentos - meus, de outros, do que 'recolho' à minha volta enquanto ser vivo sempre em processo, almejando algum progresso...

Vou, então, de post em post, erguendo do lado de fora, o meu lado de dentro, para que outros possam me ver e, por meio dessas palavras, se verem também, porque, na minha opinião, esta é uma das funções de quem escreve: refletir, fazer refletir e chegar a outros estágios de humanidade, com erros e acertos, como é próprio de quem pulsa pleno de vida na vida!

Aqui, portanto, nada é proibido, como dizia o poeta Caetano Veloso há muitas décadas, porque "nada do que é humano me é indiferente", citando Terêncio, dramaturgo romano circa 160 A.C.
Fatinha Costa


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Brincando com a vida

Órbitas de afetos

Filho, marido, pai, avô, tio, amigo. De uma ponta à outra, oitenta anos de vida plena em todos os sentidos.

Às vezes maluca outras dramática; a tônica sempre na brincadeira em contraponto com a seriedade, mas em doses nada econômicas.

Papis e Mel

Ele tem sido um "leão", no sentido amplo do termo: forte, vigoroso, indomável, protetor. Uma verdadeira fera quando seus interesses, desejos e amores se encontram em jogo.

Humanidade é assim mesmo. Contém acertos, erros, desejos, paixões, desentendimentos. Um pouco de anjo, outro tanto de ‘lúcifer’: explosões de sentimentos extremos, sempre com o objetivo de cuidar de todos os que o rodeiam até hoje.

Já esteve muitas vezes entre a vida e a morte por conta de seu destemor e de suas extravagâncias, mas tem vencido todas as batalhas graças a Deus, à paciência da nossa mãe, e à competência dos profissionais que têm cuidado dele nessas ocasiões críticas.

Tem estado mais rebelde do que nunca, desobedecendo criteriosamente todas as recomendações, honrando assim sua tradicional posição de Senhor do Castelo.

Uma vez que continua lúcido e não perdeu os dentes, apenas a juba simbólica, fazer o quê contra tanto ímpeto e vitalidade?!

De homem sério, imperativo, incansável, ele agora só pensa em "rosetar", pois, como diz, já está "no lucro". Será?

Cinco filhos, alguns netos e vários sobrinhos depois de ter casado, jovem e lindo, com a doce e charmosa Zezezinha, vindos ambos de famílias “normais”, formaram outra pra lá de eclética, cujas cabeças, praticamente “caretas”, ele adora bagunçar fazendo coisas inusitadas.

Mamãe (Zezezinha)

Papis e eu

Com certeza o seu incansável “anjo da guarda” deve estar com quilômetros de língua pra fora, tanto trabalho ele tem lhe dado há décadas. Devem ter um acordo do tipo “sempre juntos, mas cada um na sua”.

Apesar de continuar dando broncas homéricas em tudo e todos, tem o dom de ser respeitado e amado pela família e os amigos que o cercam, hoje aqui presentes para essa homenagem marcada pelo carinho.

Nosso amor, entretanto, não é incondicional ou irrestrito, embora seja tão grande que assim pareça... Tem sido duramente construído ao longo de nossas existências e o seu mérito é conseguir sobrepor-se às discordâncias, diferenças e desentendimentos, ou seja, aos frutos de nossas personalidades ímpares.

Irascível e autoritário, sempre pudemos e podemos contar com seu apoio, ainda que tantas vezes acompanhado de um bom “puxão de orelhas”.

Com o tempo a gente entende e aprende a conviver. Dribla, tenta mostrar que não tem mais cinco anos, e tal, permite que enlouqueça os netos ou o cachorro...

Desobedece aos médicos sistematicamente. Afinal, não é à toa que tem o apelido de "Marechal", com todo respeito!

No fundo, achamos divertido todo este movimento, só nos preocupamos com as consequências, mas fazer o quê?

Generoso no que é importante. Com relação às futilidades, especialmente as femininas, não costuma fazer concessões.

Concordamos em alguns aspectos, discordamos na maioria.

Ainda assim, é tão bom saber que está por perto, com todas as suas manias, sua bondade que, mesmo já todos adultos, alguns de nós com filhos crescidos, nos acolhemos naquela segurança gostosa e sempre sentimos sua falta quando está fora e não telefona.

Levamos tempo para nos acostumar com a ideia de que ele não era Deus, que não podia tudo, que também falhava, mas que nos amava além dos carinhos físicos, que delegava à mamãe, mais “treinada” nesse quesito.

O mais importante é o sentimento de afeto; a lembrança dos bons momentos; o carinho no desprendimento de dar, educar, orientar na vida, ou receber esse farol que tanto enriquece interiormente.

Se tivéssemos que escolher uma só palavra para descrevê-lo, ficaríamos entre "fibra”, “destemor” ou “piração”, porque a vida precisa de tempero além de “temperança”...

Então, tendo apreendido a essência de sua natureza indômita, rezamos para que Deus o proteja de todos os perigos, sobretudo dele mesmo.

Sem mais o que dizer, por ora, expressamos o desejo de que viva muitos anos mais e de que continue nos cercando dessa seiva vital que certamente herdou de seus antepassados e busca nos transmitir com seu exemplo muito pouco ortodoxo.

Na realidade, temos muita sorte e um grande orgulho de constituir sua descendência!

Amor para sempre...

domingo, 26 de dezembro de 2010

Resumo da Ópera: muitas emoções

Comecei o ano com brindes, sob os fogos de Copacabana, arrepiada, abraçando pessoas queridas, enterrando um 2009 de péssima memória.

 Ainda em janeiro, descobri os blogs e pensei que poderia ser um espaço bacana para reunir meus grandes prazeres: escrever poemas, contos, crônicas e fotografar.

Na sequência, experimentei a liberdade de desejar, arriscar e não sentir culpa. Afinal, ainda pulso e cada vez mais e melhor. Viva la vida loka, huhú... 


Também me apaixonei de novo e muitas emoções fizeram meu coração bater acelerado ao ver o nome dele na tela, ouvir sua voz, tocar seu corpo, sentir seus beijos passeando sobre a minha pele.

Combustão à qual me entreguei sem medo nem rede de proteção. Estava escrito que, ao menos para mim, seria intenso, avassalador, repleto de fantasias, vermelhos, risos, lágrimas, saudades, Amém! 
Autorretrato: Fatinha Costa
Tive o prazer de me expor através das minhas fotos flutuando em paredes, vidros, páginas, recebendo um saboroso retorno de quem via essas viagens e gostava delas, caramba!




 Mudei de foco no trabalho, conheci gente nova, interessante.
Não tem preço renovar, descobrir. 

Foto: Lucia Pacheco
Participei com mais assiduidade do FotoGlobo, conheci o Marcelo Carnaval pessoalmente (ele nem morde, rs...) e as maravilhosas Martha Azevedo e Sônia Madruga; estive em quase todos os encontros do PhotoConversa, grupo de fotógrafos amadores criado há 1 ano dentro da empresa onde trabalho, trocando ideias e mostrando imagens. 
Encontro Fotoglogo: Lapa, Rj - Dezembro
Foto by Madame Carnaval

Encontro do PhotoConversa
Foto by Fatinha Costa

Reunião social na casa da Martha Azevedo
Foto: família da Martha Azevedo

Exposição no Bar Galeria Imaculada, Morro da Conceição - RJ
Foto: Frazão
Adorei ter sido clicada pelo meu ídolo Custódio Coimbra para matéria do não menos admirado Carlos Alberto Teixeira, o CAT:

Reprodução da página no jornal O Globo

E ter voltado a frequentar o Municipal, alimentando meu espírito com a beleza da Arte

Foto by Carmen Murgel
Tanto quanto curti as comemorações de aniversário de amigos queridos na boa e velha Lapa 
Foto: non lembro
Troquei a cama de lugar, substituí o que estava velho pelo novo, os lençóis de algodão branco pelos de cetim cor de vinho, bem radical!

Tropecei, levantei, continuei. Voltei ao experimentalismo e não me abati mesmo quando não ficou como imaginado. Sempre, sempre, sempre vale a pena...




Disse o que quis, ouvi o que não quis: faz parte e é bom também. Afinal, a vida flui e é dinâmica. Os momentos vão contando a história de cada um e o controle que temos sobre isso é mínimo.
Dá ansiedade, mas tem seu lado rico.

Revi gente que estava afastada; compreendi com clareza certos sentimentos ou o que havia restado deles na memória sempre editada.

Reciclei tudo, não sem a dor do desapego, que, na verdade, vai me tornando bem forte: casca de ferida mesmo.


Foto by Dirce Lima

No saldo, tenho certeza de que estou começando a sair da categoria de "lambe-lasca" para entrar na de "roi-tronca": tem sido bem mais divertido ser sinistrona e cabulosa do que politicamente correta o tempo todo.

Quem não gostar que se afaste, porque há um Universo a ser devorado nesse tempo que urge e ruge.

Cada um de nós vai até onde se permite.

Em 2009/10 comecei a perceber que a linha do meu horizonte é bem mais elástica do que eu imaginava.

Uau! Uma conquista ducarái!

Foi um ano feliz? Sei lá. Tive momentos maravilhosos e outros nem tanto. Constatei que quando a gente pensa que chegou ao fundo do poço, descobre que ainda existe um porão!

Mas, desta vez, vivi todos as situações boas e ruins sem medo, sem ceder a ameças, um dia depois do outro, encharcando o travesseiro noites seguidas, rindo até perder o fôlego nas manhãs seguintes.

De todo modo, andando pra frente, olhando pro alto; valorizando os amigos verdadeiros e simplesmente descartando do meu convívio os nem tanto; trocando a vaga e vã esperança por sonhos e projetos possíveis. Para quem iniciou 2010 sem qualquer perspectiva ou vontade, até que o ano não foi nada mal.

É como pretendo entrar em 2011: me jogando no tempo, no espaço, em muitos braços e abraços...  
Mel e eu: setembro
Então, apesar de tudo ou por isso mesmo, erguerei de novo a minha taça para saudar com luzes e afeto o novo ano, o novo ciclo de vida: que seja trepidante.

Se for feliz, melhor ainda... 

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Aniversário

Foto e texto: Fatinha Costa
A humildade do berço, a imagem desgastada pelo tempo, empoeirada, com o foco nos pés...

Foi assim que quis conferir ao menino-deus uma força delicada, de outra natureza.

Que lições tirar de um menino que nasce assim pobre, em meio aos animais, em um leito forrado de palha?

Tantas que é impossível listá-las todas sem uma longa reflexão.

A começar pela insatisfação a que nos acostumamos nessa vida atual de consumo e mostra de poder pelas aparências ou pela força.

Então, sentimos em cheio a necessidade de aprender a lidar de verdade com nossas ambições, nosso orgulho, nosso desprezo, pena ou passividade pelos miseráveis que nos cercam.

Precisamos entender que nossa força não está nos bens que possuímos, mas que devemos cultivá-la em nosso íntimo, em cada derrota que sofremos pela vida afora, nas perdas que quase nos derrubam incontáveis vezes.

Que nascer em "berço de ouro" não garante a ninguém ser nobre como aquele metal, ao contrário: é necessário forjar o ouro na alma do cotidiano, nas lições retiradas dos erros cometidos e dos acertos realizados.

Que a vaidade não nos leva longe. Pode nos deixar bem no meio do nada, vazios de afeto.

Que, na hora da fome, do frio, do medo, a ajuda vem de onde nem esperamos. Seja de um bichinho que nos roça a perna, seja no cobertor simples, estendido por alguém, ou pelo teto improvisado por cujas brechas conseguimos ver a luz de uma estrela e, com ela, a esperança de dias e noites melhores.

Na dor da privação, aprendemos muito, sempre. Acho que essa é a principal mensagem que, num átimo, vislumbrei ao ver pela milionésima vez esse presépio pobre como deveriam ser todos os presépios e, pela primeira vez em anos, compreender todo o ensinamento ali contido.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Nirvana amoroso virtual

Fotos e texto de Fatinha Costa
Parte I
Sites de namoro/Chats/Paquera virtual

A criatura acabou de brigar com a cara-metade, está em casa sozinha, de bobeira, zapeando pela internet e, de repente, vê cair, bem no meio da sua tela, o anúncio de um site que promete o Nirvana amoroso.

Nunca havia notado, mas agora pensa:

- "Por que não clicar no link e ver qual é?! Só por curiosidade, pra passar o tempo, testar como funciona."

Então, entra no site, faz o clássico tour de reconhecimento, vai se empolgando e, quando percebe, já foi fisgada e está preenchendo uma ficha de perfil, catando foto pra ficar bem na fita e fazendo buscas por uma possível 'alma gêmea’. Tudo com parcimônia, pra não entregar de cara suas informações particulares a qualquer insano ou tarado.

_ "Bom, melhor do que me abalar até aquele bar da esquina, com essa cara de ‘fim de caso’, e ficar achando lindo o monte de historinha que todo mundo conta numa noitada pra "pegar" alguém. Claro que 'ao vivo' a gente pelo menos percebe logo se vai rolar uma química com o outro. Mas, como nem tudo é verdade e 90% é mentira, o dia seguinte costuma ser desastroso, isso quando o próprio fim de noite não o é..."

A bordo dessas profundas reflexões a criatura vai rodando pelo site como peru em véspera de Natal até que começam a pipocar na sua caixa mensagens de ‘candidatos’.

- "Oba, tô me dando bem, rs... vou lá visitar esses perfis, huhaihaia..."

Escusado dizer que essa euforia dura até começar a abrir as tais páginas alheias, quase sempre escritas em português sofrível, com fotos ainda mais assustadoras. Raros são os perfis que despertam real interesse.
Quando cai essa ficha, a criatura exclama para o seu mouse sem fio:

-“Caraca! como é que essa pessoa pensa que alguém vai ficar a fim dela publicando esse retrato tenebroso, torto, embaçado, amarelo-esverdeado, antigaço, com o azulejo do banheiro (descascado) aparecendo ao fundo, no reflexo do espelho?! E aquela outra foto do cara em que aparece um pedaço de mão do 'ex' sobre o seu ombro? Podia ter cortado direito a imagem!"

- "Imbatíveis também são os apelidos, as descrições de como é, do que procura...Será que as pessoas pensam que vão atrair outras usando apelidos como 'Gordurinha', 'Dominador', 'SozinhoDesesperadoCarente', 'Calígula', 'AmanteAmigo', 'DeusSol', 'Cachorrão', 'Gatão', 'Gostosão'?! Ou afirmando que estão 'um pouco fora do peso' quando uma foto mostra que isso é a maior propaganda enganosa?! Fala sério”!

- "Ah, mas bom mesmo são as tais 'frases de chamada’... Destaco as 'pérolas' publicáveis:

'Olhos penetrantes, coração ardente'
'Sua busca termina aqui'
'Amor e diversão garantidas'
'Eu tenho pegada'
'Eu fumo, sou feio e pobre: vai encarar?'
‘O último romântico procura companheira honesta, sincera, fiel, quente'
‘Quero conquistar a mesma mulher todos os dias'
'Vem ser feliz comigo'
'Bom que você chegou'
'Cem foto, cem chance'
'Eu vou tirar você desse lugar'
'Ainda tenho fogo sob as cinzas'
'Sou aquele amante à moda antiga'.

- "Nesta seção, as citações ‘cultas’, pretensamente espirituosas ou metidas a engraçadas devem fazer sucesso, e todos os inscritos se descrevem como totalmente ‘fiéis, românticos, resolvidos, de bem com a vida, sinceros, simpáticos, etc., mesmo quando se declaram CASADOS e estão procurando uma AMANTE!”

Bom, depois de 1 hora a criatura está certa de que o dinheiro pago para trafegar no site foi muito bem empregado. Afinal, está se divertindo pra caramba, sem sair de casa, e a um precinho melhor que o dos Clubes de Descontos em moda. E vai que 'tropeça' na 'alma gêmea', como uma espécie de bônus.

Mas, de repente, se dá conta de que podem estar fazendo o mesmo com o perfil dela, ou que pode ter despertado alguma paixão instantânea, obsessiva e desatinada, que vai infernizar a sua vida até que ela bloqueie ou denuncie o importuno.

A situação começa a perder um pouco da graça quando o robô que 'cruza' os perfis no site sugere que a criatura trave conhecimento com candidatos do mesmo sexo quando ela escreveu que é heterossexual; ou quando recebe uma proposta de encontro de alguém tipo 25 anos mais jovem e fica em dúvida sobre o motivo que levou essa outra criatura a fazer contato. Ah, ainda que conste do seu perfil que você não curte relações 'heterodoxas', um certo 'Dominador' visita sua página e deixa um recado...Assim não dá, né? Vai que o candidato acredita e se entusiasma...

E se um amigo descobrir e não entender o que a criatura está fazendo ali? Pior ainda: se a criatura chegar ao ponto de se sentir compelida a responder às mensagens ou a se encontrar com alguém aparentemente interessante, caindo na tentação de trocar telefones? Já ouviu cada história... De 'Boa noite Cinderela’ à de internautas que tiveram suas imagens gravadas durante um ‘video chat’, terminando como hit no YouTube.

Uia, melhor sair correndo e jogar a senha fora!!! Ou não?

Usar esse tipo de site para encontrar uma 'companhia compatível' é, atualmente, uma exceção ou tendência que pode ter sucesso em um planeta cada vez mais conectado?

Pelo sim, pelo não, destaco duas das várias histórias que me chamaram a atenção para o tema:

- há uns dois anos uma prima jovem, bonita, formada em História, conheceu e casou com um cara que era seu contato virtual, fato inédito na minha família. E estão felizes, morando na Espanha, trabalhando juntos, pensando em filhos.

- recentemente um amigo do trabalho inseriu no seu convite de casamento um endereço web no qual relatava como conheceu e se apaixonou, numa sala de bate-papo, que ele raramente usava, a mulher com quem iria se casar depois de um longo namoro/noivado de mais de 3 anos.

Então, acredito que, apesar de toda a visão crítica de uma socióloga ao acessar sites do gênero, ou por isso mesmo, esses ajustes modernizadores nos velhos hábitos de aproximação entre os sexos fazem pensar quem passa boa parte do dia conectado à Grande Rede e devem ser considerados em qualquer tipo de análise, pesquisa ou papo de boteco.

Parte 2
Observações e questionamentos

1- Por que uma pessoa entra em um site de relacionamento?


(x) Por curiosidade

(x) Por carência

(x) Por desilusão amorosa

(x) Por falta do que fazer

(x) Por inabilidade em abordar alguém pessoalmente

(x) Por objetividade

( ) Por economizar tempo

(x) Por estar sempre conectado

(x) Por ser 'discreto' e prático

(x) Por indicação de amigos

( ) Por por todas as razões acima

(x) Outros motivos.

2- A maiora das pessoas é:


( ) Muito honesta ao preencher seu perfil

(x) Medianamente franca em relação às informações que fornece

( ) Bem pouco verdadeira quando escreve sobre si mesma e quais seus objetivos no site

( ) Totalmente falsa e mal intencionada

(x) Difícil avaliar este aspecto sem ter acesso às informações dos associados dos sites.


3- Qual será o item em que os usuários são menos sinceros?


( ) Nas fotos mostradas

(x) Na descrição de suas características

(x) Na declaração de seus objetivos

( ) No estado civil

( ) Em todos ou na maioria dos aspectos citados nas alternativas acima.


4- Qual é de fato a expectativa da maioria de quem se registra em um site desse tipo?


(x) Paga pra ver, mas sem levar muito a sério

( ) Acredita que realmente pode ser possível encontrar um companheiro

(x) Pensa em iniciar contatos e testar possibilidades que possam se desenvolver na vida real

( ) Deseja fazer contatos mas pretende mantê-los no plano virtual

( ) Segue uma tendência

( ) Diversão anônima

(x) Agregar mais uma possibilidade às suas chances de iniciar um relacionamento amoroso.


5- Os riscos de fazer contato com uma pessoa desconhecida na Internet e fora dela fazem parte dos argumentos nos debates sobre essas diferentes modalidade de "paquera". Há os que defendem a modernidade de buscar parceiros via perfis na Web por ser mais objetivo e os que pregam a segurança do estilo "tradicional" de conquista:

(x) Na Internet não se sabe "realmente" quem está do outro lado da tela, aumentando a insegurança

(x) Na Internet qualquer pessoa pode fazer o papel que quiser e causar grandes estragos ou boas surpresas

(x) Nas situações da "vida real" pode-se "ver" a outra pessoa, mas ela pode igualmente mentir sobre o que é, o que faz, o que deseja de você e induzir a criatura ao erro, levar a ciladas, mas também construir relações felizes

(x) Na vida real o príncipe com quem se passou uma noite mágica, pode se transformar no sapo do dia seguinte, seja mostrando-se um parceiro violento, com hábitos sexuais que não estão de acordo com os seus, roubando bens materiais ou tomando atitudes ainda mais graves.


Concluindo: relacionar-se com alguém é sempre um risco e requer cuidados. Essas ponderações resultam de notícias em vários meios de comunicação, retratos do universo WEB e da chamada 'vida real'.

Mas acabo de ouvir, no horário nobre, no canal GNT, tido como 'antenado', o anúncio de um site de encontros que está entrando com tudo nesse segmento do mercado: praticamente o ramo já está se tornando 'Mainstream'...
 
Fotos e Texto de Fatinha Costa

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Walter Firmo em Paris - WS 2011

Foto: Walter Firmo
 PARIS COM 7 ASES DE OURO E 1 CURINGA


Walter Firmo nos leva à Paris para conhecer os seus

7 mestres da fotografia francesa e nos mostrar como

eles encontraram sua expressão máxima em Paris.


Veremos os retratos clássicos de Nadar, o surrealismo

que permeia as ruas de Atget, a elegância da alta

sociedade de Lartigue, a noite nas ruas de Brassai,

a eloquência dos objetos de Kertesz, os subúrbios

de Doisneau e o instante decisivo de Cartier-Bresson.

Serão 7 aulas práticas e 8 teóricas, totalmente

ministradas em português.
 
Informações:

Stela Martins - 21 9602-7515

WF Produções - 21 2521-0544


RESUMO

Ida: 8/1/2011

Volta: 20/1/2011

domingo, 28 de novembro de 2010

sábado, 27 de novembro de 2010

Fotografia no Imaculada

O convite para visitar a exposição de fotografias sobre o Morro da Conceição, no Rio de Janeiro, que acontece até o dia 04/12 no Bar Imaculada, vale o passeio.

Eu fui e fiquei encantada! Só fotos boas, além de um bar bonito, charmoso, localizado numa das ladeiras mais simpáticas do mesmo Morro tão bem retratado pelos artistas.



Aparece lá também!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ao lado do Mestre

Minha página na Revista Espaço da Arte, na primeira edição em que esta publicação, voltada a arquitetos e decoradores, dedica um artigo à fotografia, homenageando Walter Firmo.


Junto comigo, neste número, meus amigos Marcelo Carrera, José Filizola, Walter Vinagre...



Coquetel no Iate Clube do Rio de Janeiro
Foto: Márcia Magda

Fatinha, Janani, Walter, Zé e Luiza Filizola
Foto de Stela Martins


Onde encontrar a Revista Espaço da Arte:


- Banca do Shopping Rio Sul: Av. Lauro Müller, 116 - Botafogo

- Banca Lagoa: Av. General Tasso Fragoso, 24 - Lagoa

- Banca Maria Angélica, 51 - Lagoa

- Condor Loja de Material de Pintura - Parque Lage - Jardim Botânico

- Banca Jardim Botânico, 758 - Jardim Botânico

- Livraria Bolívar: Rua Bolívar, 42 - Loja A - Copacabana

- Banca Pirajá 111: Rua Visconde de Pirajá, 111 - Ipanema

- Banca Visconde de Pirajá, 605 - Ipanema

- Banca Ataúlfo de Paiva, 1314 - Leblon

- Banca Ataúlfo de Paiva com Rainha Guilhermina - Leblon

- Banca Marquês de São Vicente: Rua Marquês de São Vicente, 30 - Gávea

- MTM Tabacaria: Shopping Fashion Mall - São Conrado

- Banca Nova Barra Pão de Açúcar/Freeway: Av. das Américas, 2000 - Lj 31 B. da Tijuca

- Livraria Nova Primavera: Shopping Downtow - Barra da Tijuca

- Banca Casa Shopping - Barra da Tijuca

- Banca Stazzionne: Infobarra - Av. das Américas, 6700 - Loja A - B. da Tijuca

- Banca Olegario Maciel, esquina General Guedes - Barra da Tijuca

- Banca Olegario Maciel, esquina João Carlos Machado - Barra da Tijuca
 (Esses são os primeiros endereços. Em breve completaremos a lista)

domingo, 26 de setembro de 2010

"Viva o povo brasileiro"

A semana que se inicia é nossa, dos que formam a cultura e o povo brasileiros, desde a mais tenra infância, até os mais velhos, porque da escolha dos nomes que desfilam nas nossas telas nos últimos meses dependerá nosso futuro.

Que cada um de nós tente escolher seus representantes de acordo com a sua consciência dentre as opções que se apresentam. 

E que os escolhidos façam a sua parte, com a nossa cobrança e supervisão, porque o dever cívico não se encerra na digitação dos números na urna e já estamos fartos de saber disso.

Que cada um de nós pense naqueles que atravessam nossos caminhos na vida, conhecidos, anônimos, bebês, jovens, homens, mulheres, brancos, negros, sorridentes, preocupados, tristes, moradores de rua ou de casas confortáveis...

Que a esperança também não nos abandone e que tenhamos a consciência de que só praticando a democracia, errando ou acertando, é que temos chance de um dia podermos viver numa sociedade menos injusta.
















Fotos e texto: Fatinha Costa